Explicando a queda da Selic sem usar números

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Antes de tudo, um comentário breve: se você clicou nesse link, com esse título, significa que alguma coisa sobre investimentos e economia você já sabe. Ou pelo menos começou a pesquisar. Ou, ainda, já tem algum investimento feito ou as finanças minimamente encaminhadas. Que ótimo! Vou pular a parte mais básica de explicar o que é Selic e CDI, tudo bem?

Se você nem faz ideia do que isso se trata, não se preocupe! Conforme vamos estudando e pesquisando (e isso só depende de você!) seu conhecimento vai se expandindo e tudo vai fazendo sentido. É uma busca constante, aprendizado crescente. Não desanime! Você pode começar dando um Google mesmo.

A Selic está super baixa. O que acontece com nossos investimentos?

O que vou tentar explicar agora é o quanto nossa vida financeira é (ou não) impactada pela queda da Selic. E meu desafio é não usar números para isso.

É o seguinte: até bem poucos tempo atrás, a Selic estava altíssima. Mas naquela época, a inflação também estava super alta! Sendo assim, o rendimento realdas nossas aplicações (o que sobrava depois de descontar a inflação) era bem baixo. Ou seja, por mais que o número ali crescia lindamente (o rendimento nominal), seu poder de compra não crescia tanto assim – porque ele era comido pelo aumento nos preços de tudo!

O que está acontecendo agora é que os juros estão diminuindo junto com a inflação está bastante controlada. Então, por mais que numericamente nossos rendimentos estão menores, não significa que o rendimento dos nossos investimentos esteja muito pior do que antes.

Esse foi o primeiro ponto.

O segundo é que: sim, a renda fixa vai render menos sim. Em países desenvolvidos, o juros básico da economia é baixo. Então nossa torcida é para que os fundamentos econômicos do Brasil melhorem cada dia mais para que tenhamos juros em patamares mais baixos porque isso é ótimo para todo mundo. Acostumar com essa realidade significará estarmos numa economia mais estável, mais madura, num País com futuro mais promissor. Amém.

A partir dessa realidade, quem quiser rendimentos maiores, precisará ousar mais, correr um pouco mais de riscos. Um caminho para isso é a renda variável (ações, fundos imobiliários, bitcoins, imóveis, fundos multimercados, fundos cambiais). Essas modalidades de investimentos estão disponíveis para todas! Exige um pouquinho mais de conhecimento, claro, mas são perfeitamente acessíveis.

É muito legal diversificar seus investimentos! Colocar todos os ovos numa mesma cesta nunca é a estratégia mais inteligente. NO ENTANTO, observe: sua reserva de emergência e seu patrimônio da vida PRECISAM estar seguros. E isso a gente consegue mesmo na renda fixa.

O dinheiro pra investir ousadamente é aquele extra, aquela sobra, que você não vai precisar para nada no curto prazo. É preciso ter sangue frio para algumas oscilações e até mesmo algumas perdas… Por isso, repito: não é o da sua reserva de emergência e nem aquele que você está acumulando para sua velhice/aposentadoria.

Se essa etapa (reserva de emergência + patrimônio de longo prazo) ainda não está “resolvida”, segure a onda na renda fixa mesmo. Mas vá lendo, estudando, pesquisando, se preparando para oportundidades. Educação financeira é um excelente investimento!

Você já estará de parabéns pelo simples fato de não estar mais na caderneta de poupança, pois ela sempre vai render menos que a Selic. A partir daí, é evoluir!