Como fiz meu intercâmbio + dicas para você também realizar esse sonho!

Já contei resumidamente no meu Instagram a história do meu intercâmbio nos EUA – uma grande conquista financeira da minha vida. Agora darei mais de detalhes sobre como consegui fazer essa primeira viagem internacional, incluindo erros, acertos, dicas e o passo a passo para você fazer seu intercâmbio também.

> [INFOGRÁFICO] Como planejar as finanças para fazer seu intercâmbio

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[Histórico] Eu estava no penúltimo ano da faculdade e não sabia nada de inglês. Nada! Já sentia que havia perdido vagas de estágio por não ter o segundo idioma. Como eu tinha pouco dinheiro, os cursos que conseguia pagar eram bem fracos. Foi quando decidi que eu ia parar os cursos e ir para fora do País!

Na época eu ganhava R$ 600 de salário e mesmo assim guardava um pouco na poupança. Em meados de 2007, após dois anos de meio no “mercado de trabalho”, havia acumulado R$ 2.500.

Minha vontade era estudar fora, fazer um curso de inglês em Londres (sempre foi meu sonho falar inglês na Inglaterra! rs). Mas após pesquisar, descobri que o que caberia no meu bolso seria o intercâmbio do tipo Work and Travel: você não estuda, apenas trabalha nos EUA durante três meses, coincidindo com suas férias da faculdade.

Todos os meus R$ 2.500 foram usados para pagar a taxa da agência de intercâmbio. Faltavam muitas coisas: o dinheiro para sobreviver nos Estados Unidos no primeiro mês antes de começar a receber meu salário, a passagem aérea, roupa de frio (eu trabalhei numa estação de esqui!!!), mala*…

*Lembro até hoje da bronca que levei do meu pai porque parcelei a mala de R$ 120 em 10 vezes. Certamente eu não faria isso hoje! Pediria emprestado! hehehe

 

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[Combinados com família e namorado] Quando eu decidi fazer o intercâmbio, fui atrás de tudo, fiz minhas contas, participei da feira de intercâmbio, e fechei. Só então avisei meus pais (tadinhos!). Expliquei para eles que não precisariam se preocupar porque eu teria dinheiro para pagar tudo, mas, como eu voltaria desempregada, possivelmente precisaria da ajuda deles para pagar meu transporte para ir à faculdade quando eu retornasse do intercâmbio. Eles não tiveram muita escolha a não ser concordar. (Do alto dos meus 20 anos de idade, meus pais já não tinham mais influência nas minhas decisões há pelo menos uns 9 anos… hehe).

A passagem custou uns outros R$ 2.000 na época fiz um crediário no Banco Real (que velha!) em 18 vezes para pagá-lo.

Todo centavo que eu ganhei de salário entre julho (quando decidi viajar para o exterior) e dezembro (data da viagem) foram guardados para comprar os dólares que eu precisaria usar na viagem. Juntei R$ 1.400 – que na época virou quase 700 dólares – mais que suficientes para viver nos Estados Unidos até eu receber meu primeiro salário. O combinado com meu namorado na época foi que, em vez de dividirmos as contas como sempre fizemos, ele pagaria nossos passeios, cinema e jantares sozinho, ao mesmo tempo em que diminuiríamos a frequência dessas saídas naquele semestre.

Nesse período também juntei dinheiro suficiente para deixar com meu pai para ele pagar os boletos do crediário da passagem e as prestações da mala durante os meses em que eu estaria fora do Brasil. Deu certo!

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[Lá na América] Cheguei à estação de esqui no auge da lotação do hotel: uma semana antes do Natal. Então, além do meu turno de camareira, me ofereci para um segundo emprego de plantonista de serviço de quarto durante a madrugada. Então nas primeiras três semanas eu trabalhava umas 14 horas por dia!!! Depois que passou a altíssima temporada, voltei a trabalhar minhas 8 horas normais, apenas arrumando os quartos mesmo.

Durante meus três meses morando nos EUA, meu salário foi suficiente para pagar meu aluguel, comprar minha alimentação, pagar academia (sim!!!) e fazer compras. Mas minha prioridade era guardar dinheiro para trazer de volta ao Brasil o suficiente para quitar minhas dívidas com a passagem e a mala. Uma vez que consegui juntar esse montante, gastei o resto comprando eletrônicos, roupas e presentes para absolutamente todas as pessoas do meu círculo de relacionamento <3

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Voltei ao Brasil, vendi os dólares, paguei o crediário, as parcelas restantes da mala e fiquei zerada (de dinheiro e de dívidas rsrs). Meus pais pagaram minha passagem de ônibus para a faculdade enquanto fiquei desempregada. Levei três meses para conseguir outro estágio – e o fato de ter melhorado meu inglês foi determinante para conquistar aquela vaga num site de notícias sobre tecnologia!

 

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[Reflexões] Eu acho que minha história vale ouro porque talvez você ache que é impossível fazer sua viagem internacional, um intercâmbio, realizar um grande sonho, que exija muito dinheiro. Meu objetivo é te libertar dessa crença, te estimular a buscar a verdade, entender suas reais possibilidades e descobrir as alternativas para chegar lá.

Fico pensando: se lá em 2007 eu tivesse o conhecimento sobre planejamento financeiro e investimentos que eu tenho hoje, imagina como teria sido? Com o método que eu ensino minhas clientes a se planejarem para alcançar seus objetivos! Teria sido ainda mais incrível do que já foi! Poderia ter feito alguma viagem dentro dos EUA após a temporada de trabalho… ou formado uma reserva ainda maior para não passar aperto enquanto estivesse desempregada na volta…

E mesmo sem saber nada do que eu sei hoje tecnicamente falando, tive a força interna que me levou a essa conquista. E tenho certeza que você também tem essa força dentro de você. Ela pode estar escondida embaixo de uma grossa camada de falta de confiança, dívidas, dúvidas, desorganização, desespero. Mas a gente pode eliminar tudo isso que está te mantendo afastada de alcançar os seus sonhos.

 

Confira abaixo o vídeo que editei naquela época com os “melhores momentos” dessa viagem que mudou minha vida <3: